Ética para um jovem - Visão de Elisio Pinheiro

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Na sua obra “Ética para um Jovem” o autor começa por dizer que o livro não é um manual de ética, estruturando o livro como monólogo dirigido ao seu filho, adolescente. Depois de ler o livro não posso concordar com o autor pois através do livro conseguimos saber o que é a ética, em que consiste, temas principais, etc. (Elísio-Pinheiro, 2010)


A maior parte das coisas sobre qual o autor vai falar, é sobre liberdade, então o autor afirma que este assunto presta-se mais a ser lido do que ouvido, no que eu concordo, (…) (Elísio-Pinheiro, 2010) “Como a maior parte do que viu dizer-te é sobre a liberdade, presta-se mais a ser lido do que ouvido. Em contrapartida, terás de dar-me um pouco de atenção e de ter alguma paciência.
De que me proponho falar-te? Da minha vida e da tua, nada mais, nada menos.
Pois bem, tudo o que te vou dizer após isto é para teres confiança! Não em 
mim, nem "outro adulto qualquer. Não em Deuses nem em Demónios. Mas tem confiança em ti próprio.” (Savater, 1991)

 É preciso saber o que nos convém e o que não nos convém, assim como saber se querermos “acabar depressa” ou mais tarde. Nesta parte do texto, o autor utiliza dois exemplos para “acabar depressa”: “Se alguém quiser acima de tudo acabar depressa, é muito recomendável beber lixívia ou ainda procurar rodear-se do maior número de inimigos possível.” (Savater, 1991), sendo estes exemplos correctos e engraçados. Também é necessário saber o que é mau e o que é bom para a saúde. (Elísio-Pinheiro, 2010)
 “Como já indiquei, há coisas boas e más para a saúde e é necessário
conhecermos essas coisas." (Savater, 1991)

 Um ponto em que todas as pessoas estão de acordo, é que nunca estão todos de acordo, diz o autor. Eu concordo plenamente com esta afirmação realizada pelo autor, pois é impossível que todas as pessoas do mundo concordem com a mesma coisa, existe sempre alguém que difere nos gostos, nos seus princípios, na cultura, o que faz com que nunca estejam todos de acordo. (Elísio-Pinheiro, 2010)
“O único ponto sobre o qual, à primeira vista, estamos todos de acordo é que nem todos estamos de acordo.” (Savater, 1991)

“Quando alguém se esforçar por te negar que nós, seres humanos, somos livres, aconselho-te a que lhe apliques a prova do filósofo romano. Na Antiguidade, um filósofo romano estava a discutir com um amigo que negava a liberdade humana e garantia que, para todos os homens, não há maneira de evitar fazer o que fazem. O filósofo pegou no seu bastão e começou a dar-lhe pauladas com toda a força que tinha. “Já chega, não batas mais!”, dizia-lhe o outro. E o filósofo, sem deixar de surrá-lo, continuou a argumentar: “Não dizes que não sou livre e que quando faço uma coisa não posso evitar faze-la? Pois então não gastes saliva a pedir-me que pare: sou automático.” Até que o amigo reconheceu que o filósofo podia livremente deixar de bater-lhe, e só então o filósofo deu descanso ao seu pau. A prova é boa, mas só deves administra-la em casos extremos e sempre com amigos que não saibam artes marciais…” (Savater, 1991)

 

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